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Fonte: MachineLearningMastery.com

Escalando Features: Quando Técnicas Avançadas Superam Métodos Padrão em ML

Descubra por que a padronização simples falha em cenários complexos de Machine Learning e explore métodos de escalonamento que garantem modelos mais robustos e precisos.

Escalando Features: Quando Técnicas Avançadas Superam Métodos Padrão em ML

A preparação de dados é uma etapa crucial em qualquer projeto de Machine Learning (ML). Dentro dessa fase, o escalonamento de features desempenha um papel fundamental, garantindo que algoritmos baseados em distância ou gradiente funcionem de maneira eficaz. Métodos como o StandardScaler (padronização para média zero e desvio padrão um) e o MinMaxScaler (normalização para uma faixa específica, geralmente 0-1) são amplamente utilizados.

O Desafio do Escalonamento Padrão

Embora eficazes na maioria dos casos, esses métodos padrão possuem limitações significativas. O StandardScaler, por exemplo, assume que os dados seguem uma distribuição aproximadamente normal e é sensível a outliers, pois a média e o desvio padrão são fortemente influenciados por valores extremos. Da mesma forma, o MinMaxScaler pode comprimir a maioria dos dados em uma faixa muito pequena se houver outliers, reduzindo a variância e o poder discriminatório das features.

Quando os dados não se encaixam nessas suposições – apresentando distribuições assimétricas, múltiplos picos ou uma grande quantidade de outliers – as técnicas padrão podem não apenas falhar em melhorar o desempenho do modelo, mas até mesmo prejudicá-lo. É nesses cenários que a compreensão e a aplicação de técnicas avançadas de escalonamento se tornam indispensáveis para a construção de modelos de ML robustos e de alta performance.

Por Que Técnicas Avançadas São Essenciais?

A necessidade de métodos avançados surge da diversidade de distribuições de dados no mundo real. Algoritmos como SVMs, redes neurais e regressão linear são particularmente sensíveis à escala das features. Ignorar as características específicas dos dados pode levar a:

* Convergência lenta ou instável do modelo. * Desempenho subótimo ou viesado. * Dificuldade de interpretação dos pesos do modelo.

Explorando Métodos Avançados de Escalonamento em Python

Para superar as deficiências das técnicas básicas, o Scikit-learn oferece ferramentas mais sofisticadas:

RobustScaler: Lidando com Outliers

O RobustScaler é uma excelente escolha quando seu dataset contém muitos outliers. Ao invés de usar a média e o desvio padrão, ele escala os dados usando a mediana e o intervalo interquartil (IQR). A mediana é robusta a outliers, e o IQR (diferença entre o 75º e o 25º percentil) também é menos afetado por valores extremos. Isso resulta em um escalonamento que preserva a forma da distribuição e reduz o impacto dos outliers, tornando-o ideal para dados com distribuições assimétricas.

QuantileTransformer: Normalizando Não-Gaussianos

O QuantileTransformer transforma as features para seguir uma distribuição uniforme ou uma distribuição normal. Ele faz isso mapeando os valores de cada feature para seus quantis correspondentes. Essa técnica é particularmente útil para dados que não seguem uma distribuição Gaussiana e podem apresentar múltiplos picos ou formatos irregulares. Ao uniformizar ou normalizar a distribuição, o QuantileTransformer ajuda algoritmos que pressupõem normalidade a performar melhor.

PowerTransformer: Estabilizando a Variância

O PowerTransformer é projetado para transformar dados em uma distribuição mais Gaussiana, estabilizando a variância e minimizando a assimetria. Ele oferece duas transformações: Box-Cox e Yeo-Johnson. A transformação Box-Cox só pode ser aplicada a dados estritamente positivos, enquanto a Yeo-Johnson pode lidar com dados positivos, negativos e zero. É uma ferramenta poderosa para melhorar o desempenho de modelos em dados com assimetria significativa.

Normalizer: Escalonando por Norma

Ao contrário dos escalonadores anteriores que ajustam cada feature de forma independente, o Normalizer escala cada amostra (linha) para ter uma norma unitária (L1, L2 ou Max). Isso é útil em contextos onde a direção dos vetores é mais importante do que sua magnitude, como em text mining (ex: TF-IDF), ou ao trabalhar com dados esparsos. Ele garante que todos os vetores de features de uma amostra tenham o mesmo

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